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FURP obterá a Primeira Patente - 18/04/2018

FURP deposita pedido de patente que possibilitará o desenvolvimento de medicamento contra malária

A FURP desenvolveu em parceria com a USP um produto, a partir do uso de nanotecnologia, que possibilitará melhorar o tratamento contra a malária.

Com isso, a fundação obterá a primeira patente de sua história e investirá, a partir de agora, no desenvolvimento de um medicamento, via oral, com maior poder de absorção pelo organismo, a ser distribuído futuramente pelo SUS.

Trata-se de uma inovação. O medicamento com o fármaco Artemeter, na forma de nanocristais,  possui maior superfície de contato e, portanto, maior solubilidade e eficácia.

“O Artemeter apresenta baixa solubilidade em água, o que limita sua biodisponibilidade oral. A invenção dos nanocristais de artemeter apresenta como vantagens o aumento da solubilidade de saturação e da velocidade de dissolução”,
afirma Gidel Soares, Gerente de Desenvolvimento Farmacotécnico.

“Os nanocristais são tendência na produção farmacêutica. São mais eficazes e seguros quando comparados aos medicamentos convencionais e podem ser obtidos em escala industrial”, afirma Profa. Dra. Nádia Bou-Chacra, do Departamento de
Farmácia da Faculdade de Ciências Farmacêuticas – USP.

Em fase atual de ensaios de citotoxidade, as próximas etapas do desenvolvimento do medicamento serão a prova de conceito em modelo animal e os testes clínicos em humanos.

A FURP estima um investimento entre R$ 2,5 milhões a R$ 3 milhões para aquisição de equipamentos e produção do fármaco em escala piloto. Já a produção em larga escala para disponibilização do medicamento deve acontecer em cinco anos.

A ideia é, a partir da nanotecnologia, desenvolver não somente o medicamento de uso oral contendo os nanocristais de Artemeter, mas também outros “nanocristais FURP/USP”.